Nota 10 - Notícias diárias de educação  
   
Curitiba, 22 de Novembro de 2008
Coluna 10

"A vida inteira, a partir do momento em que nascemos, é um processo de aprendizado".
Jiddu Krishnamurti

Enade vai mudar

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) promoverá mudança no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a partir do ano que vem.

Segundo Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, todos os universitários serão examinados no início e no fim do curso, não havendo só uma amostra selecionada por sorteio como acontece hoje.

A mudança já era uma antiga reivindicação das universidades e será feita, de acordo com Fernandes, “para dar mais credibilidade" ao exame.

Mudas de pinheiro

O Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo da Universidade Federal do Paraná dispõe de mais de cinco mil mudas de pinheiro para distribuir à comunidade. São plantas de "Araucária caiová", uma variedade de pinheiro que produz pinhões maiores do que a média e de cruzamentos dirigidos, trabalho desenvolvido pelo grupo do pesquisador Flávio Zanette. O objetivo do programa é fomentar o plantio de araucárias para a produção de pinhões voltados ao consumo humano e conseqüente preservação da espécie. As mudas estão disponíveis no Setor de Ciências Agrárias (Rua dos Funcionários,1.540, bairro Cabral, em Curitiba), e podem ser retiradas das 9h às 12 horas e das 14 às 17 horas. Mais informações pelo telefone (41) 3350-5601, ou diretamente com o pesquisador pelo número (41) 9963-0565. Para cada planta será cobrado o preço simbólico de R$ 1.

Informações inúteis

As informações das embalagens não servem apenas para informar o consumidor da maneira correta de usar o produto, peso e sua composição, entre outros detalhes. Muitas delas podem ser fontes de muitas risadas, com o monte as advertências de empresas que se preocupam demais em falar dos cuidados que seus produtos exigem. Pérolas como a encontrada na caixa dos fogos de artifício Black Cat, cujo rótulo sabiamente aconselha: “Cuidado inflamável. Não coloque na boca”, ou no rótulo das tortas de cereja Kellogg’s, cuja embalagem informa aos consumidores que “se a torta for excessivamente aquecida, a cobertura ou o recheio podem tornar-se extremamente quentes e causar queimaduras”, foram reunidas no livro “Etiquetas Imbecis – 101 avisos e advertências realmente idiotas” (Matrix Editora, 88 páginas). Para ler quando se estiver triste.

   

Preconceito I

Embora muitos digam que não existe preconceito racial, infelizmente a realidade é outra. Um exemplo é do estudante Cleiton Silva Menezes, de 21 anos, negro e portador de deficiência física que afeta a coordenação motora. Ele foi barrado pelos seguranças na saída do estacionamento da universidade onde estuda por acharem que ele estivesse roubando um carro. Já a jovem Thaís da Silva Santos, 26 anos, conta que percebe o espanto de muitos colegas quando sabem que ela é monitora do laboratório de física da universidade onde cursa engenharia química. Segundo o professor de antropologia da Universidade de Brasília (UnB), José Jorge Carvalho "é o famoso racismo institucional. Há uma inércia racista na sociedade e, na universidade, não é diferente". O Ministério da Educação (MEC) não dispõe de dados sobre negros no ensino superior. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a pergunta sobre raça no Censo da Educação Superior é opcional e, como poucos a respondem, ela não é estatisticamente significante .

Preconceito II

Levantamentos da organização não-governamental (ONG) Criola, feitos com base em dados do Ministério da Saúde, revelam que negros e brancos ainda são tratados de forma desigual no sistema público de saúde brasileiro. As chances de crianças pretas e pardas com menos de 1 ano de idade morrerem de doenças infecciosas e parasitárias são 44% maiores do que entre as brancas. No caso específico da tuberculose, o risco é 68% superior ao dos não-negros. Também nos registros de morte materna, o risco para mães pretas e pardas chega a ser 41% maior. Segundo Thiago Ansel, representante da ONG, o Ministério da Saúde, em 2006, já havia reconhecido a presença do racismo no atendimento a negros no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, ao mesmo tempo em que aprovava a Política Nacional de Saúde da População Negra, o então ministro da Saúde, Agenor Álvares, chegou a afirmar que a discriminação no país se concretiza em problemas como diagnósticos incompletos e exames que não são realizados em pretos e pardos.

   
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O Brasil ocupou o primeiro lugar em mortes violentas no estudo comparativo entre 11 países realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). A pesquisa foi divulgada dia 19 e apontou, na análise da proporção estimada de mortes por danos intencionais, que a violência foi a causa de 4,69% das mortes ocorridas nos anos de 2002 a 2003. Esse índice é praticamente o dobro de todos os outros países pesquisados: África do Sul, México, Argentina, Índia, China, Rússia, Espanha, Alemanha, Finlândia e EUA.

 

Medicamentos genéricos também poderão ser fabricados e vendidos para uso veterinário. Foi o que decidiu no dia 19 a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), ao aprovar substitutivo do senador Osmar Dias (PDT-PR) a projeto de lei da Câmara (PLC 3/05). Para Osmar Dias, a venda de medicamentos genéricos de uso veterinário trará resultados positivos para a pecuária e a agricultura brasileiras, já que os produtores poderão adquirir remédios a preços mais baixos dos que os dos medicamentos tradicionais.

 

 

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Professor Helio Marques
Helio Marques
Editor
helio@nota10.com.br

 
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OPINIÃO DO LEITOR


*** Parabéns pela Coluna! Tudo que propicia a leitura de um bom livro deve permanecer! Obrigada pela oportunidade!

Maria Aparecida Basil, professora, Curitiba (PR).

*** Faz pouco tempo que tenho acesso a esta Coluna, mas pelo pouco tempo que tenho acompanhado já virei leitora assídua. Obrigada.

Ana Regina Chepak de Souza, professora, Londrina (PR).

*** Entrei hoje na página de vocês, pelo contato da nossa instituição com o Nota 10 e com o editor Helio Marques. Vou acompanhar as notícias dia/dia, pois sendo assim aprenderemos cada dia mais as novidades do mercado de trabalho. Grata.

Claudia Toso Prociv, assistente administrativo, Curitiba (PR).

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