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Curitiba | Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Os servidores do Setor de Radiologia do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) iniciaram na manhã desta quarta-feira (25) greve por tempo indeterminado. A paralisação ocorre com o objetivo de reivindicar o cumprimento da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de Porto Alegre, que determina o pagamento dos adicionais de radiação ionizante e insalubridade.
Segundo a Reitoria da UFPR, não é possível solicitar o pagamento ao Ministério do Planejamento devido um erro no processo, em que a universidade não teria sido citada. Ainda pela manhã desta quarta-feira, ocorreu uma audiência que envolveu o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest), e a Reitoria.
Na pauta, o sindicato propõe oito itens: Projeto de Lei 1749, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), situação dos trabalhadores da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar), Comissão das 30 horas e implementação desta jornada, encaminhamentos da audiência pública sobre RH, liberações sindicais, pendências do acordo da greve de 2011, insalubridade e uma audiência específica com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) para tratar de demandas.
O Sinditest informou que os resultados a audiência serão divulgados no site oficial do sindicato e na assembleia geral que acontece no próximo dia 31.
Os reflexos da paralisação já puderam ser sentidos durante o primeiro dia. Apenas 60 dos 110 exames previstos para esta quarta foram realizados. Mesmo com o cancelamento, a diretoria do hospital orienta que os pacientes não deixem de comparecer. Caberá aos médicos avaliar quais casos terão prioridade e situações de urgência e emergência continuam a ser atendidas normalmente. Com o adiamento de exames, várias consultas precisarão ser remarcadas.
O Sinditest afirma ainda que os trabalhadores buscam negociar com a Reitoria da UFPR desde outubro do ano passado, mas como não ocorreram avanços, optaram por parar parcialmente as atividades, com a manutenção de apenas 30% do quadro de servidores.
A diretoria do HC informou que são tomados os devidos cuidados para garantir a jornada de trabalho reduzida para os trabalhadores, que em alguns casos chega a ser de 20 horas semanais. Em relação às denúncias de que equipamentos novos estão sem uso, a diretoria destacou que é necessário aguardar o fim das obras no hospital, e que os aparelhos serão utilizados no novo espaço. O Sinditest também acusa o HC de não cumprir especificações técnicas.
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