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O dia da escola e a guerra

Sexta-feira, 13 de Maio de 2011 - 270 Visualizações

A maioria das pessoas nem sabe, mas a escola tem o seu dia. E nesse dia precisamos comemorar, pois ainda temos uma trincheira para enfrentar a guerra urbana, uma guerra que o inimigo não é visível, não tem cara, cor ou religião. Os inimigos são o consumismo, o egoísmo, o individualismo, a falta de ética, a desonestidade, a falta de solidariedade, o respeito às diferenças e ao outro.

A escola é a ultima trincheira da sociedade, é praticamente o único lugar que precisa ter regras sociais, de convivência e de respeito. Na escola existe horário para cumprir, tarefas de casa, provas. É lá que a criança e o jovem têm que conviver socialmente e aprender as diferenças do certo e do errado.

Os combatentes dessa guerra por coincidência se reúnem na escola, usam a estrutura das instituições de ensino como comitê e front: são os professores, diretores e educadores. Eles escolheram essa profissão para salvar os humanos, em geral os mais jovens. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência vai até os 20 anos e até essa idade estamos desenvolvendo a personalidade, e nesse caso a escola que citamos atua do berçário à faculdade.

A escola representada com seus soldados: professores, diretores, coordenadores e educadores, na maioria das vezes não pode contar com a ajuda da aviação ou da cavalaria. Fazendo a análise de uma guerra a escola precisava contar com a família, que seria a força aérea da guerra, porém na maioria das vezes a família terceiriza para a escola o ataque a esses inimigos.

O poder público, representado pelos políticos, poderia ser a cavalaria, mas que exemplo eles oferecem a todo o momento para a escola? Que ajuda dão para a última trincheira? Ainda, o poder público, poderia ser representado pelo judiciário, com apoio as causas da escola, porém o que vemos é a judicialização da educação, onde a escola torna-se ré nos assuntos que deveria ser tratados apenas no âmbito da escola.

Ou seja, a escola como única trincheira nessa guerra, está sozinha, e em muitos casos, o professor está sozinho para enfrentar todos esses inimigos. Afinal a escola ainda precisa se aparelhar melhor com bons diretores, pedagogos, e profissionais de apoio, senão corremos o risco de perder essa guerra.


Ademar Batista Pereira

Professor e presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná.



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