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Curitiba | Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
A maioria dos brasileiros com mais de 40 anos de alguma forma lutou pelo fim da ditadura, entendendo que num país democrático teríamos mais liberdade, mais e melhores condições para produzir. Ledo engano!
Hoje nos deparamos com uma ditadura mais cruel, mais dura, e que ataca a todos, ou pelo menos todos que precisem de alguma liberação do governo para produzir. É a DITADURA DOS FISCAIS.
E são muitos! Temos diversos órgãos com poder ditatorial, que atacam sempre as empresas. Sejam elas pequenas, médias ou grandes, lá estão eles, com seu poder ilimitado, para interpretar a lei, e AUTUAR.
1 - Fiscal do Corpo de Bombeiros;
2 - Fiscal da Vigilância Sanitária;
3 - Fiscal da Receita Estadual;
4 - Fiscal da Receita Municipal;
5 - Fiscal dos conselhos profissionais, de Educação Física, Nutrição, Contabilidade, Bibliotecários, dentre outros.
Anualmente, as empresas precisam renovar as vistorias, especialmente do Corpo de Bombeiros, e da Vigilância Sanitária, pois são documentos extremamente valiosos e tem duração de um ano. Para conseguir tais preciosidades, as empresas precisam recolher uma taxa que muitas vezes chega à casa dos milhares de reais, dar entrada na solicitação e aguardar ansiosamente a presença do FISCAL.
Não sei se acontece somente com as escolas, mas é praticamente impossível que se consiga a liberação na primeira visita, que de pranchetas na mão, andam pelas empresas, anotam tudo e depois enviam, em um polpudo relatório, a NOTIFICAÇÃO de inúmeros problemas que precisam ser revolvidos para depois solicitar nova visita para verificar se foi atendido para a liberação do precioso documento. Todo esse processo demora mais de 90 dias.
Atualmente, os empresários gastam mais de 50% do seu tempo buscando papéis, certidões, comprovando sua idoneidade, tempo esse que deveria utilizar para melhorar a qualidade de seu produto ou serviço, para atender melhor os seus clientes, ou seja, para produzir, gerar riqueza, IMPOSTOS.
Se não bastasse a fiscalização, o poder intangível e sobrenatural desses órgãos, em geral são profissionais sem preparo de relacionamento, desprovido de qualquer bom senso, e quando questionados a resposta é sempre direta: “É a norma”.
Quando as autoridades governamentais tratarão o contribuinte como Cliente?
Quando as autoridades perceberão que podem matar a galinha dos ovos de ouro?
Até quando teremos que suportar isso?
Se essa situação não começar a mudar, não tenham dúvida, em 10 ou 15 anos, teremos apenas dois tipos de empresas no Brasil: as grandes e multinacionais e as informais.
Professor e presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná.
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