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Mariana Stachiu - mariana@potencialdh.com.br

Life e Executive Coach, mestre em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná – UTP.

A força feminina no mercado de trabalho

O mês de outubro é marcado pelas manifestações de conscientização contra o câncer de mama, com a já conhecida campanha Outubro Rosa. E porque não aproveitar essa oportunidade para lembrar também a participação feminina no mercado de trabalho? Cada vez mais atuantes as mulheres estão chegando com tudo para ficar! O número ainda é pequeno, se comparado ao universo masculino, pois somos frutos de uma sociedade onde se acreditava que nossas avós e bisavós deveriam cuidar apenas da casa e dos filhos. Desta forma, a nova crença de que a mulher pode cuidar da casa, dos filhos e da carreira profissional ainda é recente. Mas muitas mulheres vêm rompendo esse paradigma mostrando que é possível equilibrar vida pessoal e profissional.

Uma boa vantagem competitiva nesse processo é saber tirar proveito de algumas competências consideradas naturais como: habilidades verbais, habilidades manuais de precisão e habilidade no trato com pessoas. Postura profissional, ética, disciplina, bom relacionamento interpessoal, foco e liderança também fazem toda a diferença quando se está no mercado de trabalho. E é justamente por esse comprometimento e cuidado que muitas mulheres vêm ocupando cargos de chefia no chamado “alto escalão” das empresas. Cargos de Supervisão, Coordenação e Cargos Executivos estão entre as maiores colocações alcançadas.

Mas nem tudo são flores. A diferença salarial ainda é um fator predominante no mundo do trabalho e acredito que isso de deva porque ainda vivemos em uma sociedade onde a força de trabalho era recentemente composta e valorizada em sua maioria por homens. Hoje isso vem mudando, timidamente, mas ainda estamos longe da equiparação salarial entre gêneros. Por exemplo, segundo pesquisas, no Brasil, as mulheres executivas ganharam no ano passado 27,1% a menos que os homens que ocupam o mesmo cargo, contra 26,3% em 2011, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Observa-se também ainda em muitas empresas que mulheres em cargos de Liderança sofrem algum tipo de preconceito por parte de homens e das próprias mulheres. É preciso melhorar essa condição, que não depende apenas da adoção de políticas públicas eficazes. As empresas têm um papel importante a desempenhar e já começaram a assumi-lo, porém, timidamente. Uma expressiva maioria não tem medidas para incentivar a participação de mulheres em seus quadros. E quando tem, são ações pontuais, e não políticas com metas e ações planejadas.

Para a vice-presidente do Facebook, Sheryl Sandberg, em seu livro Faça Acontecer, um dos entraves nesse processo é a falta ambição das mulheres em alcançar bons cargos nas empresas, como, por exemplo, presidência. E isso pode ser porque a educação dada às meninas das gerações Baby Boomers e X, aliada à crença que envolvia a sociedade nestas gerações, era de que as mulheres precisariam ser excelentes esposas e donas de casa. E elas sempre fizeram isso muito bem! A falta de ambição muitas vezes está atrelada às crenças sobre o papel da mulher, produzidas pela nossa sociedade e por elas mesmas.

Mesmo considerando todos os contratempos, o caminho é longo, mas já podemos comemorar os primeiros passos com êxito! Em pesquisas comportamentais sobre produtividade, por exemplo, não se encontram razões lógicas para a diferenciação entre homens e mulheres. Não existe qualquer diferença consistente entre homens e mulheres quanto às habilidades de resolução de problemas, capacidade de análise, espírito competitivo, motivação, sociabilidade ou capacidade de aprendizagem. Não existem diferenças dignas de nota entre homens e mulheres no que se refere à produtividade no trabalho. Portanto, mãos a obra! Para galgar bons postos de trabalho nas empresas é necessário comprometimento, dedicação e foco. Características que nós mulheres temos de sobra e se bem trabalhadas só tendem a trazer bons resultados!

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