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Pedro Antônio Bernardi - pedro.professor@gmail.com

Jornalista, economista e professor.

Jornalista Santo, Educador e Empreendedor

A morte física enriquece o céu de santos e enche o coração de familiares, amigos, admiradores e beneficiários de saudades e gratidão. Morreu o educador, jornalista e empreendedor Mussa José Assis (1943 – 21/fevereiro/2013). Agora, já pode ser proclamado santo, por estar habitando na casa do Pai.

Se por um lado a imprensa perdeu um dos seus expoentes de todos os tempos, ela ganhou, gratuitamente, um doutrinador e evangelizador de como cumprir a missão formadora e informativa com leitores, ouvintes, telespectadores e patrocinadores. Mussa José Assis foi meu luminar ao longo de 45 anos. Evolução e modernização da imprensa, pioneirismo e redemocratização brasileira passam pela genialidade, sabedoria, humildade e competência desse comunicador imortal.

Nos próximos 50, 100, 200, mil, milhares de anos, será pessoa de referências, por ter colocado acima de tudo a verdade, a ética, o empreendedorismo, a solidariedade e o profissionalismo. Cultivou a honra, a dignidade, o amor e a fidelidade na família, nos círculos de amigos, na sociedade. Exerceu integralmente o magistério dentro e fora do ambiente de trabalho.

Ao longo de mais de duas décadas, proferiu aulas magnas e ministrou palestras para meus alunos universitários. Nessas ocasiões, reiterava que a língua portuguesa é a principal ferramenta de trabalho em qualquer profissão, de modo particular dos comunicadores, lideranças e religiosos. Dizia que a pessoa pobre de vocabulário não desenvolve suficientemente o senso crítico, as competências funcionais e as iniciativas criativas. Quem não lê diariamente bons livros, jornais e revistas, encontra dificuldades de contextualizar a realidade e escrever textos densos e objetivos.

Seu equilíbrio na hora de tomar decisões, capacidade de convencimento e bom senso à frente de suas funções geravam produtividade, confiança e respeito mútuo. Existia na mente, alma, palavras, olhares e silêncio deste diretor propósitos firmes de lutar contra injustiças, maldades, corrupção e deslealdade de quem quer que seja. É visível o crescimento dessas situações em todas as esferas nos dias atuais.

Solidariamente, sem receber um centavo, Mussa ajudava alunos e profissionais a superarem problemas e dúvidas, como insegurança, medos, relacionamento, inexperiência. Distinguia-se pela mansidão, paciência e compreensão. Sabia ouvir, falar e escrever, um educador que fazia crescer, sentir esperanças e confiar no poder ilimitado da comunicação. É difícil expressar com palavras o quanto Mussa José Assis tranqüilizava os jovens, e os menos jovens também, ao falar abertamente sobre história, ditadura, responsabilidade, liberdade de expressão, ética nas comunicações.

Mussa continuará iluminar, ter esperança e ser otimista. Deus ouvirá nossas preces e gratidão por tudo o que este santo somou de bem, de belo e de construtivo na terra, por meio de conhecimentos, verdades, sabedoria, trabalho, estudo e preces.

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