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Lilian Gramorelli - lgramorelli@colegiosmaristas.com.br

Coordenadora psicopedagógica do Colégio Marista Arquidiocesano.

Escola e Sociedade Digital: um diálogo possível?

Vivemos em tempos de mudanças na organização social, nas relações interpessoais e nas suas novas formas de gerenciar socialmente o conhecimento. As Novas Tecnologias da Informação e seu conhecimento (TIC) já estão dentro de nossas salas de aula e suscitam novas formas de desenvolvimento do processo ensino e aprendizagem.

No entanto, a simples presença das TIC no contexto educacional não garante uma prática pedagógica que dê conta de atender as demandas postas para o século XXI. Por esse motivo, reforça-se a ideia de que o papel do professor é de suma importância na construção de novos conhecimentos, pois, mais do que nunca, as informações estão disponíveis na teia (web) e será necessário auxiliar os alunos a lidar com elas, tranformando-as em conhecimento e aprendizagem.

Nesse contexto, novas competências são suscitadas e tocam tanto a formação inicial dos professores quanto a contínua. Por meio dos atuais recursos digitais, os alunos, com o auxílio desse outro modelo de professor, podem se transformar em produtores de conteúdos, ampliando assim a possibilidade de interatividade com o conhecimento e tornando sua participação ativa no processo de construção de significados.

Na nova sociedade da informação, da aprendizagem e do conhecimento, o papel mais importante do professor em ambientes virtuais é o de mediador, entendido como alguém que proporciona auxílios educacionais ajustados à atividade construtiva dos alunos, utilizando as TIC para tanto (Coll, 2010) .

Sobre a sociedade digital e seu diálogo com a educação, Martha Gabriel revelou na palestra do 1º Congresso de Educação Digital , que 73% dos jovens não conseguem estudar sem a tecnologia digital. Temos, portanto, a possibilidade de utilizar a internet como ferramenta de expressão humana. Trata-se de um fenômeno contemporâneo que a escola deve incorporar na sua prática pedagógica.

Vale ressaltar que a escola deve fomentar nos estudantes o desenvolvimento de capacidades para a gestão do aprendizado, do conhecimento e da formação, organizando e atribuindo sentido e significado a essa informação.

Partindo desses pressupostos, o Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo adotou em 2015 o livro digital em quatro componentes curriculares — Geografia, História, Língua Portuguesa e Ciências — o uso da plataforma digital, este ano com a Blackboard. Ao adotarmos os livros digitais, além de toda facilidade que ele proporciona para trabalhar com vídeos e imagens, temos acesso a um rol de objetos digitais que ampliam as possibilidades dos professores e alunos em aula. Outra possibilidade explorada na plataforma digital são atividades postadas pelos professores, fóruns de discussões, videoaulas e plantão de dúvidas, estratégias que podem intensificar as relações dos alunos com o conhecimento.

Pensando em ampliar o debate acerca dessas questões, o Colégio Marista Arquidiocesano promoverá o I Simpósio Marista de Tecnologia, Educação e Linguagem nos dias 25 e 26 de setembro de 2015, tendo como objetivos: problematizar e atualizar as reflexões, representações e interpretações quanto à relação entre Tecnologia, Educação e Linguagem; socializar práticas educacionais, que produzam diálogos entre Tecnologia, Ensino e Conhecimento e discutir práticas solidárias e sustentáveis das tecnologias, nos processos interativos de ensino-aprendizagem. Nessa perspectiva, é nosso intuito fomentar o diálogo entre escola e sociedade digital...

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