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Alex Canziani - deputado@alexcanziani.com.br

Deputado federal, presidente do PTB do Paraná e da Frente Parlamentar da Educação do Congresso Nacional.

A grande oportunidade da realização profissional

No dia 28 de abril comemoramos o “Dia da Educação”. É um dia de reflexão. Dia para avaliarmos, de forma introspectiva, os resultados e conquistas da área. Em meio às várias discussões neste segmento, a profissionalização e a capacitação técnica estão entre as mais importantes, já que a mão de obra qualificada tem, cada vez mais, aberto portas para o primeiro emprego. O ensino técnico aumenta a possibilidade de conquistar uma boa vaga, visto que a escassez de bons profissionais no mercado já faz com que empresas busquem seus funcionários dentro das salas de aula, antes mesmo de se formarem.

A preocupação é grande com a formação da mão de obra país. O setor industrial, por exemplo, vai precisar de 7,2 milhões de novos técnicos até 2015, de acordo com o Mapa do Emprego na Indústria 2012, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O cenário da formação profissional após o ensino médio não é dos mais animadores. De acordo com os indicadores educacionais apresentados pelo secretário de Educação Tecnológica do MEC, Marco Antonio de Oliveira, numa palestra recente para a Frente Parlamentar em Defesa da Educação, em Brasília, um total de 7.625.457 alunos estão fora do ambiente do ensino superior, de um universo de 22.497.453 estudantes. É um grupo de “excluídos” que, através da qualificação profissional, poderia ter uma oportunidade no mercado de trabalho.

Em contrapartida, existem expectativas. Um levantamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostra que são mais de quatro milhões de alunos matriculados no ensino profissionalizante, o que representa 13% dos jovens brasileiros. Iniciativas governamentais incentivam a formação tecnológica no país.

Desde 2011, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem como objetivo ampliar a oferta nas escolas de ensino técnico. Em todo Brasil, são mais de 448 cursos em diferentes áreas. Jovens a partir dos 16 anos são encorajados a participarem do programa, que tem duração mínima de 160 horas, pois além do curso é concedido o material escolar, didático, alimentação e transporte.

Com base em dados levantados pelo programa, é possível afirmar que ele tem despertado interesse entre os jovens. Somente em 2012 foram mais de 266 mil inscrições em todo o país.

A boa repercussão nacional, porém, parece não refletir a realidade paranaense, que com 22 municípios participantes tem somente pouco mais de três mil alunos inscritos. Número bastante reduzido para a região Sul, onde o Rio Grande do Sul lidera o ranking com 38 mil alunos no programa em 130 cidades.

Diante de tais oportunidades, precisamos investir ainda mais na divulgação do ensino técnico e também enfatizar as chances que o curso profissionalizante traz para a vida do estudante, que pode, por meio dele, obter salários cada vez melhores.

Com um mercado de trabalho tão concorrido como temos hoje, o jovem deve sentir-se motivado a participar de um programa que no último ano empregou mais da metade dos seus participantes. Um estudo realizado com profissionais formados no Senai mostra que, um ano depois de obterem o diploma, os trabalhadores de nível técnico conseguem aumentar sua renda em 24%.

O ensino técnico está diretamente ligado à empregabilidade no Brasil. Mais que isso: está vinculado aos nossos sonhos de uma sociedade mais justa e, acima de tudo, igualitária profissionalmente, por isso temos a obrigação de transformar os sonhos do trabalhador em realidade. Feliz dia da Educação!

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