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Eder Roberto Dias - ederoamorsemprevence@bol.com.br

Escritor, poeta, palestrante e autor do livro: O amor sempre vence... Editora Gente.

Repassando o tempo

As horas passam! Tudo acontece e não percebemos que a vida segue uma sequência que se perde na desconfiança em lidarmos com o passar de nosso tempo. Lamentamos por não sermos capazes de ver o que a juventude nos esconde, geramos expectativas que se diluem por nossa pouca capacidade em antever o que queremos.

A juventude nos leva a pensar que somos donos do tempo e, que ele, corre de acordo com nossos anseios e desejos. Mas em seu passar, aprendemos que estamos à mercê de seus ponteiros e, que nada, conseguirá pará-lo. Alcançamos a maturidade! E, com ela, a preocupação com o tempo que antes nos servia de divertimento, mas no agora, nos leva a questionar a falta de maturidade que não tivemos nas ações que nos ajudariam a entender o que não fomos capazes de fazer por nós mesmos.

Aprendemos a olhar o espelho e verificar que nossa face já não é tão jovial e, que a naturalidade maior, é o de desejar a beleza que está em intensa modificação. Passamos cremes, fazemos plásticas e cuidamos dos resultados que o tempo apenas nos apresenta como demonstração de que não podemos fazer nada quanto a isso.

Ressaltamos pensamentos que não trazem com exatidão o que queremos: viver o tempo perdido. Porém, o tempo perdido será algo inalcançável! Cometemos muitos erros achando que o tempo pode ser distribuído de acordo com o que queremos. Esse pensamento infantil e irreal apenas mascara as necessidades do tudo que não tivemos coragem em assumir como necessárias em nossas decisões passadas. Passamos e desrespeitamos o tempo que fluia em direção de nosso melhor.

Nos colocamos enjaulados diante do medo que nos imputou um mal estar que nos incomoda no agora. Que culpa tem o tempo? Qual a ação que ele cometeu contra nós? Somos nós os culpados pelo mau uso de nosso tempo! Displicentemente, aceitamos o ruim e achamos que o amanhã nos trará respostas satisfatórias e, que tudo, tem uma razão de ser. Criamos justificativas mentirosas que tentam obstruir os canais que nos sufocam em agonias quanto ao que não fomos capazes de viver. Olhamos o espelho e vemos apenas os sinais do tempo e nos achamos velhos demais para empreendermos modificações ajustáveis ao que queremos fazer. Base estática de uma mente que mente para nossos sentimentos! Repassando o tempo, aprendemos que temos de sorrir ao invés de chorar por tudo o que não soubemos fazer no melhor que desejamos a nós mesmos. E, que a liberdade, não é uma porta de fácil acesso.

Temos o dever de envelhecer com dignidade e respeito às várias fases que o tempo nos dá. Sem temer a nós mesmos, sem temer as impossibilidades que possam existir em nossas mentes! O tempo é um ditador de consciência, um ratificador de aprendizado e um instituidor de nossa coragem e medos.

O positivismo da vida prendesse ao tempo, assim como, o negativismo junto a ele também permanecerá. O errado modo com que pensamos ser, nos leva a vastidão do esquecimento, enquanto que o positivismo de nossas ações nos leva a ser eternos na consciência e lembrança dos muitos que nos amem. O tempo continuará passando dentro do tempo de cada um de nós, porém o que fizermos por nossas vidas estará relacionado à existência que respeitamos em nosso tempo.

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