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Maurício Ribeiro - imprensa@marista.org.br

Diretor do TECPUC, centro de educação profissional do Grupo Marista.

A demanda crescente por profissionais técnicos

Empresas com dificuldade para preencher vagas e em busca constante por profissionais qualificados. Este é o cenário que encontramos no país atualmente. Segundo o Mapa do Emprego na Indústria, feito pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) em 2012, o Brasil precisará de mais de sete milhões de profissionais de nível técnico até 2015 para suprir a demanda do mercado. Desse total, 1,1 milhão será de vagas para jovens que nunca trabalharam. A região Sul do Brasil é a segunda em necessidade de técnicos qualificados e será necessário 1,5 milhão até 2015.

Essa ausência de profissionais com formação específica pode ser atendida com a promoção de cursos técnicos, de menor duração e sem exigência de diploma de nível superior. Esses cursos são uma excelente oportunidade tanto para jovens, quanto para aqueles mais experientes, que já estão trabalhando, mas querem buscar uma nova qualificação para mudar de área. Além de os salários também serem bastante atraentes, passando dos R$ 2 mil para os iniciantes das ocupações técnicas mais demandadas.

Em outro levantamento da CNI sobre educação profissional, divulgado no início de 2014, foram ouvidas 2 mil pessoas a partir de 16 anos em 143 municípios. A pesquisa apontou que 90% dos entrevistados acreditam que pessoas com formação em curso técnico têm mais oportunidades no mercado de trabalho. O estudo mostrou, também, que 75% dos trabalhadores nunca frequentaram um curso profissionalizante e 82% acreditam que as pessoas que têm um certificado de qualificação profissional têm salários maiores do que as que não possuem.

Por causa da importância e da demanda que o mercado tem por profissionais técnicos, sugiram incentivos como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e o Sisutec (Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica), que oferecem vagas em instituições da rede pública e privada de ensino. Outra novidade para essa modalidade, anunciada no início de julho deste ano pelo MEC, é o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), que agora também oferece financiamento para os alunos de cursos de educação profissional de nível médio para pagar suas mensalidades.

Na maioria dos cursos, mais da metade dos alunos começa a trabalhar na área antes da conclusão do curso, o que significa mais chances de ingressar rapidamente no mercado de trabalho ao escolher por um ensino profissionalizante.

Os cursos técnicos possuem metodologia de ensino que orienta e prepara o estudante para desenvolver habilidades e competências. Proporciona ao estudante enfrentar os desafios do mercado de trabalho, trabalhar em equipe, pensar estrategicamente e gerenciar problemas, privilegiando a iniciativa, o empreendedorismo, a flexibilidade, a ética e as qualidades para a formação técnica.

É fundamental avaliar o curso e o corpo docente, que deve ser formado por profissionais experientes, que possam proporcionar um ensino técnico de qualidade, contribuir na inserção dos alunos na área e auxiliar para que consigam levar o curso adiante, ao mesmo tempo em que já estão inseridos no mercado.

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