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Adriana Fóz - adriana@adrianafoz.com.br

Educadora (USP), pós-graduada em Psicologia da Educação (USP), especialista em Psicopedagogia (Instituto Sede Sapientiae) e Neuropsicologia (CDN-Unifesp). Pesquisadora CNPq em Neurociências na Educação. Consultora e autora de livros.

Neurociências na Educação

Atualmente são várias as questões que afligem nossas escolas, tais como violência, evasão escolar, dificuldades de aprendizado e distúrbios psiquiátricos. Estes últimos, segundo pesquisas de comprovação científica, são considerados a causa mais devastadora na população de jovens entre 10 e 24 anos (Global Burden of Disease - World Health Organization, 2009). Têm-se mais problemas de saúde mental do que doenças respiratórias nesta faixa etária. São também vários os estudos que apontam a associação entre baixo desempenho e problemas comportamentais que podem conduzir aos transtornos mentais.

Os transtornos psiquiátricos passaram a ocupar lugar de destaque entre os problemas de saúde pública do país. Uma série de estudos sobre o Brasil, publicada no periódico médico Lancet, aponta as doenças mentais como responsáveis pela maior parte de anos de vida perdidos pelos brasileiros, devido prioritariamente a doenças psiquiátricas. Já um outro estudo, em uma escola pública de Brasília, evidencia o estarrecedor índice de estresse e Burnout entre seus professores. Mais de 15% dos professores apresentaram, segundo Nadia Beserra Leite (UNB), a Síndrome de Burnout (também conhecida como síndrome do esgotamento profissional) em uma população de 8 mil.

A relevância de trabalhar em prol da prevenção vem de encontro a várias outras ações tais como a da inclusão. Um conduta preventiva que também provê educação, minimiza os encaminhamentos desnecessários aos centros de saúde, ao mesmo tempo que oportuniza tratamentos adequados. Uma conduta que sabe incluir é transformadora e integradora, a qual minimiza desgastes desnecessários, erros de conduta e otimiza ações pedagógicas e de saúde da mente.

Logo, através destas informações testemunhamos por um lado, como tais problemas afetam os alunos (jovens) e por outro, como afetam os professores (adultos). Fica evidente, então, que “Saúde Mental é Fundamental!”. Quanto mais informações competentes, mais desenvolvimento saudável conquistamos.

 



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