Datas Comemorativas

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José Renato Santiago - boletimdoconhecimento@jrsantiago.com.br

Mestre e doutor em Engenharia pela Universidade de São Paulo com pós-graduação em Marketing pela ESPM.

Então é Natal... e daí?

O final do ano é normalmente, de forma justa, entendido como o grande momento de “fechamento” de um período e de votos futuros para o que virá no(s) ano(s) seguinte(s).

Ontem estive na Avenida Paulista em São Paulo e presenciei uma verdadeira festa. Milhares de pessoas batendo milhões de fotos, assistindo aos corais super afinados, apreciando as diversas decorações espalhadas em cada canto ao longo daquela que é, talvez, a mais famosa avenida brasileira.

Não há como negar que embora, houvesse um verdadeiro amontoado de pessoas, algo parecido como uma grande bagunça, supostamente organizada, a alegria e felicidade se misturavam no meio daquela confusão.

Pois bem, pode ser paradoxal, no entanto, há uma parte representativa das pessoas, das quais me incluo, que não enxerga este momento com a mesma dimensão de alegria.

Difícil explicar, no entanto o comércio que envolve certas datas, das quais incluo o Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados e outros, muitos outros, tendem a me causar certa aversão as mesmas.

Isto pode ser enxergado como algo meio amargo, mas como acreditar que o símbolo maior do Natal, seja um personagem criado por uma empresa de refrigerante?

Além disso, e está longe de ser mero rancor, como explicar que as pessoas que se digladiam ao longo de todo ano, brigam, discutem e muito mais, simplesmente se rendem ao que se chama “espirito natalino” e quase de imediato passam a trocar presentes e votos de felicidade e paz?

O pior, bem talvez o mais inusitado é que tão logo as festas natalinas passam, novamente, voltam a mesma e esperada batalha pela sobrevivência (sic).

Não há dúvidas, que o problema não é o momento do Natal, mas sim a forma como as pessoas, em geral, se comportam ao longo do dia a dia.

Infelizmente, via de regra, deixamos que muitas coisas pequenas, vis e equivocadas nos contaminem ao longo de todo o ano.

Talvez, seja exatamente a forma estranha como tudo isso é deixado de lado durante alguns dias, é que faz com que o percentual das pessoas que passem a olhar com maior restrição esta época seja cada vez mais crescente.

A solução talvez seja, pensarmos no Natal como o momento único de relembrarmos o seu verdadeiro significado do nascimento do menino Jesus. Ter o real e efetivo entendimento da importância da data e ter a certeza que não precisamos mudar o nosso comportamento por conta disso.

Devemos, efetivamente, sermos os mesmos, independentemente, daquilo que muitos tendem a fazer nos afogando com promoções e tentações comerciais.

Confesso que talvez tenha sido contaminado por algum aborrecimento pessoal, embora não me lembro de nenhum, no entanto, creio realmente que esta síndrome de “Final do Ano” deve realmente ser estudado e analisado de forma mais técnica.

Pode ser até mesmo que já exista algo a respeito disso, confesso que adoraria entender isso melhor.

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