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Zelci Clasen de Oliveira - zelci.clasen@pearson.com

Diretor Pedagógico do Sistema COC de Ensino, da Pearson.

E agora que passou o Enem?

Enquanto as médias por escola do Enem 2012 são divulgadas, estudantes esperam ansiosos pelos resultados das provas da edição deste ano, realizadas em 26 e 27 de outubro. Há quem diga que uma sensação de vazio se instalou. Afinal, o que fazer até obter o resultado do exame – previsto para 7 de janeiro – e ver abertas as portas do Sisu (Sistema de Seleção Unificada)? Para muitos, a maratona da busca por uma vaga no Ensino Superior está longe de terminar. São milhões de estudantes correndo para chegar antes dos portões das universidades se fecharem e abdicar da rotina pré-vestibular para, enfim, estudar em uma faculdade no ano que vem.

No Estado de São Paulo, onde há grandes universidades estaduais – e cursos de algumas universidades federais – que optaram por não utilizar o Enem, a maratona consome os fins de semana dos estudantes. Na sequência de provas que começou em outubro, no mesmo período que o Enem, foram iniciados os processos seletivos de universidades como Unifesp, Unicamp, Unesp, Fuvest e ITA. Se considerarmos as grandes universidades particulares, a lista fica ainda maior e a sequência mais apertada. Para aqueles estudantes com melhor situação financeira, o vest-tour também já começou, com as viagens por diferentes cidades, em busca das instituições públicas e grandes particulares espalhadas pelo País.

Mas e o Enem, onde ficou para quem vai enfrentar essa maratona? O que significou para todos eles? Primeiramente, podemos entender que o Enem, dada a amplitude e a abrangência de vagas que alcança, seguramente é uma prova de peso. A cada ano a prova vai se aperfeiçoando, não só como instrumento de avaliação da Educação Básica, mas também como ferramenta para classificar os estudantes nas listas de acesso às vagas para o Ensino Superior, como o ProUni (Programa Universidade para Todos). Trata-se de uma prova que se torna mais madura a cada ano e em que o conteúdo, com cobrança de competências e habilidades, explora cada vez mais tudo o que os estudantes já viram ao longo da vida escolar, e não apenas no Ensino Médio.

Na maratona de Enem e vestibulares não basta saber; é necessário mostrar o que se sabe - em três minutos para cada questão. Quem resistiu aos dois dias de exame vai se sentir melhor preparado para essa sequência de provas. E quem passou apertos no Enem, certamente já reviu seus procedimentos para não passar pelas mesmas dificuldades nos vestibulares. Para todos aqueles que querem, de verdade, uma vaga na faculdade em 2014, a participação no Enem também serviu para autoavaliação e revisão de posturas.

Estudar para o Enem e para o vestibular já não é opção para o vestibulando; o necessário é estudar para a vida; usar os conhecimentos adquiridos para continuar aprendendo e, assim, interferir na realidade, no dia a dia e em cada decisão que precisa ser tomada.

Que venham agora as provas de segunda fase, pois os nossos estudantes já estão calejados da maratona.

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