Datas Comemorativas

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Jorge Antonio de Queiroz e Silva - queirozhistoria@uol.com.br

Historiador, palestrante e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

Natal e pobreza

Para as pessoas que praticam a fé cristã duas datas são significativas: Páscoa, a Ressurreição de Jesus, o Filho do Criador, e Natal, o Nascimento do Filho do Criador. Leonardo Boff, conceituado teólogo, escritor e professor universitário, explica que o Natal é a “festa de luz, de fraternidade universal, festa da família reunida ao redor de uma mesa. Mais que comer, comunga-se da vida de uns e de outros e da generosidade dos frutos de nossa Mãe Terra e da arte culinária do trabalho humano”.

Todavia, essa comunhão, na prática, não ocorre para significativa parte da população brasileira. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aos cinco de dezembro do corrente ano, divulgou a Síntese de Indicadores Sociais, na qual o crescimento da pobreza, de 2016 para 2017, passou de 25,7% para 26,5%.

Para cada quatro brasileiros, um é pobre, pois 54,8 milhões (26,5%) dos brasileiros viviam com menos de US$ 5,5 por dia, o que correspondia ao mês, R$ 406,00. Esta é a linha estabelecida pelo Banco Mundial para os países inseridos no nível médio-alto da riqueza. No tocante às pessoas que viviam em extrema pobreza, cuja renda era inferior a US$ 1,90 (R$ 140,00 mensais), o contingente passou de 6,6% para 7,4% (de 13, 5 milhões para 15,3 milhões). Enquanto no Brasil, o país mais “cristão do mundo”, 68 milhões de pessoas viviam abaixo da condição humana, os 10% mais abastados do país concentravam 43,1% da renda nacional.

A taxa de desemprego continua alta. No último trimestre encerrado em outubro, 12,4 milhões (11,7%) dos brasileiros estão desempregados, conforme IBGE em 29 de novembro último. E o PIB per capita, neste mês de dezembro, está quase 8% menor comparado ao de 2013.

Desemprego, pobreza e faltas de perspectivas são cruciais para o crescimento humano e a realização de projetos de vida. Comemorar o nascimento do Filho de Deus e refletir sobre a solidariedade humana estimulam ações concretas voltadas a quem mais precisa. Natal é isso também.

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Natal e pobreza



Autor(a):

Jorge Antonio de Queiroz e Silva