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Cleusa Raquel de Paula Diniz - arqui@colegiosmaristas.com.br

Coordenadora de Tecnologia Educacional do Colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo.

Tecnologia a serviço de uma sociedade em transformação

Hoje, é impossível desconsiderar as ideias propagadas pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, apresentadas pela ONU em 2015, cujos objetivos são: erradicar a pobreza mundial, proteger o planeta nos aspectos mais variados, além de assegurar a paz e a prosperidade. Para alcançar esse patamar (desejado), alguns pontos foram estabelecidos e a educação de qualidade é um deles. A almejada educação deve ser inclusiva, igualitária e baseada nos princípios de Direitos Humanos e Desenvolvimento Sustentável.

Há colégios que associam efetivamente as diretrizes da Agenda 2030 às suas missões, ficando na formação em cidadania, na promoção da ética e da solidariedade, aspectos que auxiliam na transformação da sociedade.

Em termos práticos, uma escola que se compromete com propósitos defendidos por uma organização internacional propagadora da paz, como a ONU, não ignora a necessidade de dedicar-se à formação integral de crianças e de jovens com base em valores e na excelência acadêmica de uma proposta pedagógica. Sempre se preocupa com o empoderamento dos estudantes e se utiliza das tecnologias digitais da informação para ‘auxiliar’ a afirmação das crianças e dos jovens, sem esquecer valores, tais como solidariedade, espírito de família, simplicidade, presença, amor ao trabalho, interculturalidade e espiritualidade.

Surge no nosso cenário tecnológico um enorme desafio: como as escolas podem utilizar as tecnologias, desenvolvendo valores humanos, dando asas à criatividade e não substituindo pessoas?

A escola é uma instituição mobilizadora e produtora de conteúdo que tem sido impactada pela tecnologia. A sua utilização modifica a dinâmica da sala de aula e nos faz refletir sobre quais recursos tecnológicos devem ser utilizados para atingir os objetivos didáticos propostos.

Um ponto delicado sobre as tecnologias é que elas podem ‘prejudicar’ e ‘comprometer’ a capacidade de aprender e o rendimento dos estudos. Ledo engano. A inteligência artificial, a possibilidade de comunicar-se com pessoas de todo o planeta, de fazer simulações, de construir modelos e programá-los são alguns exemplos do grande potencial de aprendizagem que utilizam tecnologia.

Quando uma criança cria um programa, tem a oportunidade de acompanhar o próprio raciocínio e depurar os erros que podem surgir, ela está construindo seu processo aprendizagem. Nesse processo, o erro passa a ser considerado um passo para o acerto e não algo ruim. A criança cria empatia com as tecnologias, pois elas não ‘repreendem’, não julgam.

As tecnologias pressupõem cuidados extras, é claro. O acompanhamento do uso de tecnologia da comunicação e informação é fundamental, tanto por parte dos educadores, quanto por parte dos pais. Há colégios que realizam palestras com especialistas para orientar as famílias sobre os cuidados e sobre os riscos na utilização das redes sociais, que por se tratar de um canal específico no qual as relações não têm filtro, são movidas pela emoção e sem censura, tornando-se mais perigosas. Para tirar o melhor proveito das tecnologias, também é importante que os estudantes tomem o controle delas e que compreendam seu funcionamento.

Estimular o prazer de aprender, propor trabalhos práticos, promover a inter-relação com as diversas disciplinas, contextualizando os conteúdos, utilizar

metodologias ativas para adquirir conhecimento e desenvolver habilidades como a PBL (Problem Based Learning), estimular a rapidez nas tomadas das decisões são apenas alguns dos itens que fazem parte do universo tecnológico que não integra o futuro, mas faz parte do nosso presente.

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Autor(a):

Acedriana Vicente Vogel