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Claudia Milanez Sachet - imprensa@grupomarista.org.br

Professora do 2º ano do Ensino Fundamental I no Colégio Marista Criciúma (SC).

O ensino da leitura no processo de alfabetização

Saber ler em uma sociedade impregnada de escrita é imprescindível, sendo que é necessário ler tudo o que está ao redor, desde as tarefas pequenas do cotidiano, até as atividades que exigem o exercício de cidadania plena. A alfabetização não é um luxo nem uma obrigação; é um direito.

Assim, apesar de os professores de 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental serem considerados os responsáveis pela alfabetização, os docentes de Educação Infantil e/ou familiares podem facilitar o processo, tomando o papel de promotores dessa aprendizagem, sem que haja ensino explícito.

As competências facilitadoras no aprendizado da leitura e da escrita são: 1) Desenvolvimento da linguagem oral; 2) Conhecimentos sobre a leitura; 3) Motivação para ler.

No que concerne ao desenvolvimento da linguagem oral, concebe-se a importância do conhecimento lexical, pois, para compreender um texto, é imprescindível conhecer um leque de palavras. Nesse viés, ouvir histórias é o primeiro passo, pois muito além de atingir o campo emocional da criança, atinge também o cognitivo, posto que ao ler ou ouvir histórias, há grande possibilidade de a criança ampliar sua criatividade, vocabulário e o conhecimento denominado morfossintático, que é a capacidade de a criança organizar de diferentes formas as palavras conhecidas em frases e textos. Essa competência é muito relevante para o momento da alfabetização, pois se a criança apresenta um conhecimento lexical e morfossintático maior, consegue ler e interpretar com mais facilidade, dado que o nosso cérebro capta aquilo que é significado na memória de trabalho, e o que é não significado, logo se perde.

Os conhecimentos adquiridos sobre leitura e escrita, também se apresentam como estratégia facilitadora. Esses conhecimentos aparecem quando se está em contato com pessoas que leem, uma vez que além de poder observar a direção da escrita, pode-se perceber que as letras representam os sons da fala e ainda, analisar a função social da escrita.

Há também a importância da motivação, pois considerando-se que a leitura é uma atividade complexa que exige o funcionamento de todo o sistema cognitivo, é imprescindível que o sujeito se sinta motivado para aprender a ler. Antes de aprender realmente a ler, a criança precisa fazer uma ideia do que é a leitura. Não se pode ter desejo de ler sem saber o que é isso. A leitura em voz alta feita pelos pais cria na criança o desejo de ler por si mesma.

À vista disso, conclui-se que a preparação das crianças para a língua deve acontecer desde cedo. A manipulação com materiais impressos e com pessoas que lêem faz com que a criança organize e analise melhor os significados do que e para que serve a leitura. Assim como na linguagem oral a criança ouviu e compreendeu, na linguagem escrita a criança também passa por um processo receptivo.

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