Datas Comemorativas

Hoje é: Nascimento de Linus Pauling, cientista, EUA (1901).

Amanhã é: Dia Mundial das Doenças Raras. Foi escolhido este dia exatamente por ser também ele raro. Nos anos que não são bissextos, comemora-se no dia anterior, dia 28 de fevereiro.

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Esther Cristina Pereira - cris@escolaatuacao.com.br

Esther Cristina Pereira é psicopedagoga, diretora da Escola Atuação e vice-presidente do Sinepe/PR.

Apelo às famílias

Vivemos tempos difíceis. Apesar de tudo que acontece ao nosso redor, tais dificuldades não advém de problemas políticos ou financeiros, mas são resultado da perda da essência das famílias, de valores importantes que fazem a diferença para nossas crianças, como amor, atenção e limites.

Os jovens de hoje estão muito preparados tecnologicamente - sabem melhor do que ninguém mexer em computadores, tablets e smartphones. Por outro lado, são totalmente despreparados para a vida cotidiana, para as frustrações com que terão que lidar. Desconhecem pequenos limiares, habilidades e possibilidades, veem a vida como fácil, tem muito mais do que seus pais tiveram, mas lhes faltam algumas coisas imprescindíveis para que sobrevivam a tudo que terão que viver, tendo física e emocionalmente saúde para enfrentar o futuro.

Certamente os papéis estão sendo trocados. São jovens e crianças que não sabem seu lugar no mundo, que exigem direitos que não lhes pertencem. É muito importante pensar neste quesito, pois na vida os direitos devem vir após o cumprimento dos deveres. Entendemos que o egocentrismo faz parte de uma fase da vida da criança - geralmente até os 4 ou 5 anos, mas depois a autorregulação precisa ser ensinada, a socialização precisa ser evidenciada para que eles possam conviver com outros seres humanos sem maiores conflitos.

A escola tem seu papel e não se exime dele em nenhum momento, mas estamos perdendo muito tempo educando - tarefa das famílias. Tempo este que poderia ser utilizado para novas aprendizagens pedagógicas. Se não houver um movimento reflexivo com relação ao dia a dia dos nossos jovens, colheremos frutos amargos no futuro. A liberdade que nossas crianças têm, por exemplo, em usar a tecnologia e abusar da fala em tom grosseiro e arrogante, deixa claro que os pais permitem, aceitam e assinam seus comportamentos, aniquilando o papel do professor, do adulto, da escola, do mundo. É deveras desesperador.

Se faz imprescindível perceber que o mundo pertence ao adulto, que a criança é o que ouve, é o que observa, que sua essência vem da família e que é na família que ela estrutura sua vida futura. Precisamos de todos nessa reflexão e na caminhada pela educação de nossos jovens. Só assim iremos transformar essa geração complexa, desfocada e egoísta.

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