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Phil Chatterton - phil.chatterton@kaltura.com

Diretor Regional da Kaltura para a América do Norte.

Aplicando os princípios da economia colaborativa nos vídeos educacionais

Escolha um professor. Qualquer um. Avalie seu conhecimento e de que ele forma usa recursos digitais diferentes para explicar questões complexas como o significado da queda do Muro de Berlim ou para trazer significado às palavras de Shakespeare.

Em seguida, amplifique esta realidade. Imagine como o cenário educacional poderia ser diferente se pudéssemos, de alguma forma, aproveitar o crescente número de recursos multimídia e de vídeo para tornar este conhecimento disponível para outros educadores.

Ao adotar os princípios da economia colaborativa - que se popularizou com o Uber e AirBnB - estabelecimentos de ensino poderiam se transformar e estender esta transformação ao serviço que oferecem aos estudantes. Começe pelo vídeo, por exemplo. A onipresença dos vídeos não tem mais fronteiras: o volume de conteúdo de vídeo e multimídia, bem como o de idealizadores deste conteúdo, tem crescido exponencialmente nos últimos anos. O desafio para as instituições reside em como aproveitar ao máximo esta riqueza de conteúdo. Será que as instituições de ensino tem noção das vantagens de uma abordagem mais colaborativa, coletiva, compartilhada?

A principal barreira parece estar nas próprias mentalidades porque a tecnologia necessária para fazer isso acontecer já está disponível.

No oceano de possibilidades de criação de mídias, a maioria das instituições tem atuado como ilhas – uma faculdade específica e seus alunos - em vez de pensar como um arquipélago. O foco tem sido obter subsídios, produtos e informações para cada ilha, ao invés das ilhas trabalharem juntas para criar um sistema mais integrado e holístico. Comunidades podem criar mais conteúdo e mais rapidamente. Podem ainda monitorar e medir o seu sucesso e fornecer feedback coletivo de parceiros, como fornecedores de tecnologia educacional, o que levará ao desenvolvimento e aprimoramento de mais ferramentas e tecnologias.

Uma vez que cada ilha é diferente, faz sentido se especializar: algumas ilhas podem ser perfeitas para cultivar bananas, outras para criação de porcos ou para coleta de água. A interligação das ilhas poderá gerar mais água, mais bananas e mais porcos, e pode alimentar todo o arquipélago. Fazendo um paralelo desta realidade com os vídeos, significa que algumas faculdades ou podem ganhar escala compartilhando infra-estrutura física, espaços, produtores ou materiais qualificados. O objetivo maior deve ser entender como cada recurso de vídeo ou multimedia contribui para o conhecimento global.

Esta abordagem libera educadores de gastar tempo na criação de ativos e dá mais tempo para que trabalhem com seus alunos. E, com um pequeno investimento, uma nova comunidade é criada e melhores ferramentas e processos são desenvolvidos e implantados. A economia de escala pode ser aproveitada também sob a forma de redução de custos e, em última instância, em melhores resultados.

Não precisa ser um sonho juntar-se com outras escolas, faculdades ou universidades e trabalhar em conjunto para resolver desafios comuns ou necessidades de conteúdo em torno de vídeo. Sim, vai exigir mais planejamento, liderança e comunicação. E também dependerá de uma vontade de mudar. Mas já estamos vendo o desejo de mudança. Com as pessoas certas falando umas com as outras, muitas instituições poderiam embarcar nesta viagem agora.

A mudança para um modelo de economia colaborativa requer um grupo de evangelizadores que partilham da mesma visão. Mas a recompensa será enorme para as instituições ousadas o suficiente para ser pioneiras - e para os seus alunos também. Eles se tornarão potências em conteúdo educacional do futuro.

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