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Cláudio Brito - eu@claudiobrito.com

CEO da Acelera Startups, escola online de startup. É especializado em marketing digital, tem 20 anos de experiência na área e participou de treinamentos internacionais.

Por que o ensino não acompanha a dinâmica das startups?

Por definição, startups são empresas inovadoras que trabalham em condições de extrema incerteza, com rápido potencial de crescimento e escala. Estar à frente de uma startup exige inúmeros desafios e habilidades, já que o profissional geralmente precisa trabalhar muito e se desdobrar em várias tarefas.

Dessa forma, o ensino do empreendedorismo também deveria ser inovador, seguindo a proposta e velocidade do mundo das startups. Mas não é assim que funciona na prática. Ainda temos um aprendizado metódico, teórico e quadrado para formar as mentes mais criativas e disruptivas do país. Talvez esse seja o fator determinante para que o cenário empreendedor brasileiro não conquiste a maturidade necessária para crescer. Não é à toa que uma em cada quatro startups morre antes mesmo de completar um ano.

Outro fator que atrapalha na consolidação de um projeto eficiente de educação é o perfil do empreendedor brasileiro. Ainda somos um povo que empreende por necessidade e não por oportunidade. De modo geral, o brasileiro decide abrir o próprio negócio quando está desempregado ou não enxerga outras possibilidades. Assim, falta planejamento, capacitação e até conhecimento.

Essa ausência de uma cultura empreendedora já vem nas próprias faculdades. Ainda que esse panorama esteja aos poucos se revertendo, a grande maioria das universidades forma profissionais para ingressarem no mercado de trabalho e não para criar o seu próprio negócio. Assim, é compreensível que o empreendedor tenha dificuldades na hora de tirar sua ideia do papel.

Independente desse panorama, é inegável que faltam projetos consistentes e inovadores em sintonia com a rotina de startups. O que mais chama a atenção é que o país tem potencial para reverter esse quadro. Nós temos a tecnologia, profissionais com conhecimento para compartilhar e pessoas interessadas em aprender. Faltam iniciativas que reúnam todos esses fatores e atualizem esse mercado.

Felizmente, já existem alguns projetos que estão tentando mudar esse cenário. A maioria deles aposta em modelos diferenciados para incentivar o empreendedorismo, que podem vir no formato de cursos livres online ou hackatons, por exemplo. As próprias universidades começam a formar núcleos de empreendedorismo ou incubadoras para incentivar e fomentar novas ideias.

Mas ainda assim precisamos de mais projetos educativos voltados a empreendedores. Afinal, é só com conhecimento e compartilhamento de experiências que o país estará pronto para formar um ecossistema de startups maduro e mais assertivo.

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