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Katia Helena Alves Pereira - imprensa@marista.org.br

Coordenadora psicopedagógica do Colégio Marista Arquidiocesano, do Grupo Marista.

A política é possível e deve acontecer no espaço escolar

Mesmo em um cenário de desgaste político no Brasil, temos sentido a necessidade de mostrar que ainda há espaço para o democrático, para o ético e para as práticas coletivas. Temos a obrigação de manifestar que a política é possível e deve acontecer no espaço escolar.

Mas de que forma isso é possível? O fortalecimento do Grêmio Estudantil é uma excelente alternativa, pois fortalece a política, afinal, todos somos agentes de política.

Por alguns anos, o Marista Arquidiocesano ficou sem grêmio e houve uma preparação intensa para sua reativação. No final de 2014, alunas do Ensino Médio procuraram a coordenação psicopedagógica para organizar a comemoração de festas (seguindo a ideia dos proms, bailes de graduação das escolas secundárias americanas), fazendo do Colégio o espaço oficial para reunir os jovens. Foram informadas de que o Colégio já fazia a formatura da 3ª Série, além de outras celebrações, e que talvez o mais interessante fosse retomar a representatividade dos alunos no Grêmio Estudantil.

Foi lançada a ideia por meio de uma parceria entre alunos, coordenadoria psicopedagógica, diretoria educacional, na representação de Marisa Ester Rosseto, e Pastoral, a partir de Rafael Parente e Djair Costa da Silva. A proposta para os alunos foi a de elaborar uma agenda formativa, fomentando o protagonismo juvenil. Os alunos receberam a orientação de organizar um coletivo pró-grêmio e receberam formação sobre a história do Grêmio no Brasil, o papel desta organização representativa, e depois estudaram o Instituto Marista, entre outras atividades.

Os alunos foram também convidados a reescrever o Estatuto do Grêmio. Para tal, pesquisaram, junto com o núcleo psicopedagógico e com a Pastoral, modelos de outros Estatutos e participaram de reuniões no contraturno escolar. Os alunos fizeram um convite aberto a toda a comunidade escolar para discutir o estatuto.

Assim eles foram desenhando essa participação de modo democrático, agregando outras organizações, como os representantes da PJM (Pastoral Juvenil Marista), e adquirindo um olhar amplo sobre atuação política no Colégio.

Percebemos hoje que existe uma nova forma de organização, de coletivos juvenis, marcados pela horizontalidade, por pautas pré-definidas, enfim, um grupo que se compreende.

De caráter heterogêneo, o grupo interessado na agremiação tinha uma ideia comum (a de fazer política) e dividiu-se em diferentes chapas: Chapolin, Chapa Quente e Onda. O resultado das eleições foi o seguinte: 1° lugar para Chapolin (com 66% dos votos), 2° lugar para Chapa Quente (15%), 3° para Onda (18%) e 1% de votos nulos.

A eleição para o Grêmio aconteceu no final de 2015 e a posse foi realizada em março. Estiveram na pauta a retomada da importância da representatividade estudantil, o interesse das alunas na recuperação do Grêmio e o histórico da construção desse caminho.

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